Paraná já registrou a circulação de 38 variantes da Covid. Ômicron preocupa - Mais FM 100.5.

Vacinação e cuidados sanitários são as principais armas contra as variantes da Covid-19.

(Foto: Daniel Castellano / SMCS)

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, em março de 2020, o Paraná já registrou a circulação de pelo menos 38 variantes e sublinhagens de SARS-CoV-2, o vírus que provoca a Covid-19. Agora, o mundo se preocupa com uma nova variante, a Ômicron, originária do sul da África.

O alerta jé fez com que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicasse uma lista de restrição de voos e desembarque no Brasil vindos de Angola, Malawi, Moçambique, Zâmbia, África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue, que começa a valer a partir de hoje.

Ontem, a Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba informou que está tomando providências para monitorar a chegada à capital de pessoas possivelmente infectadas com a nova variante do coronavírus.

O Centro de Epidemiologia da SMS faz um alerta aos passageiros que tenham desembarcado em Curitiba nos últimos sete dias, vindos de outros países, principalmente dos dez com recomendação de restrição pela Anvisa.

A recomendação é que essas pessoas permaneçam em quarentena por 14 dias. Além disso, explica a infectologista Marion Burger, todas devem entrar em contato com a SMS pelo telefone 3350-9000. As equipes de vigilância do município farão o monitoramento das condições de saúde desses viajantes.

Segundo Marion, tanto essas pessoas quanto aquelas com quem elas tiveram contato em Curitiba serão submetidas a testes de covid-19 durante o período da quarentena.

A Central 3350-9000 da SMS funciona todos os dias da semana, das 8h às 20h.

No Brasil, ainda não foi registrado nenhum caso da Ômicron. Um caso suspeito de um recém chegado da África é investigado.

Circulação

O Paraná já registrou a circulação de pelo menos 38 variantes do coronavírus desde o começo da pandemia

Nos últimos três meses, duas sublinhagens da variante Delta e outras duas da variante Gama tiveram presença majoritária no estado.

Elas tiveram a presença no estado confirmada após o envio de testes RT-PCR positivos de paranaenses para sequenciamento genômico na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e outros laboratórios, como o da Fundação Ezequiel Dias (Funed), num trabalho sob orientação da Rede Genômica Fiocruz e do Ministério da Saúde.

Segundo informações da Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa-PR), o Laboratório Central do Estado (Lacen-PR) envia quinzenalmente amostras para investigação e monitoramento das cepas circulantes no Paraná. A seleção é feita de forma aleatória e cumpre critérios técnicos e epidemiológicos, ou seja, refletem um recorte de um cenário e servem de balizador de pesquisa e informação.

Do total de variantes, 21 são consideradas Variantes de Interesse (VOI) ou Variantes de Preocupação (VOC) e outras 17 são classificadas como “não VOC/VOI”.
As cepas ou linhagens mais identificadas no estado desde o ano passado são a Gama (63,3% do total de amostras) e a Delta (22,5%).

 

Ministro da Saúde pede tranquilidade

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, reafirmou neste domingo (28) que a principal arma contra a Covid-19 é a vacinação. Mais cedo, o ministro realizou uma transmissão ao vivo nas redes sociais durante reunião de trabalho sobre a variante Ômicron do novo coronavírus.

Segundo Queiroga, o cenário epidemiológico no Brasil é de maior tranquilidade em função da campanha de vacinação. Até o momento, foram distribuídas aos estados 372 milhões de doses, sendo que 308 milhões já foram aplicadas na população.

“Gostaria de tranquilizar todos os brasileiros, porque os cuidados com essa variante são os mesmos cuidados com as outras variantes. A principal arma que nós temos para enfrentar essas situações é a nossa campanha de imunização”, afirmou.

De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, as medidas de proteção contra a Covid-19 devem ser mantidas. “É extremamente importante que mantenhamos foco na campanha de vacinação e que mantenhamos as medidas chamadas não farmacológicas [uso de máscaras], evitarmos aglomerações públicas, higienização das mãos, álcool em gel e etiqueta respiratória”, disse.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a variante Ômicron pode se tornar responsável pela maior parte de novos registros de infecção pelo novo coronavírus em províncias sul-africanas.

Um dos grandes medos da variante é a possibilidade dela ser portadora de dezenas de mutações genéticas que podem afetar os índices de contágio e de letalidade. A OMS, entretanto, afirmou que ainda não há estudos suficientes para afirmar as propriedades da Ômicron, mas que já existem esforços científicos acelerados para estudar as amostras.

 

Boletim trraz só uma morte por Covid no Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou ontem mais 306 casos confirmados e uma morte — referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas — em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus.

Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 1.571.688 casos confirmados e 40.550 mortos pela doença.

Curitiba — A Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba não divulga mais boletins nos fins de semana. Portanto, o último dado disponível é da sexta-feira passada.

Neste boletim eram 54 novos casos de Covid-19 e o óbito de uma moradora da cidade de 69 anos pela doença. Até o momento foram contabilizadas 7.793 mortes na cidade e 298.321 moradores de Curitiba que testaram positivo para a Covid-19 desde o início da pandemia.

Eram 1.160 casos ativos na cidade, correspondentes ao número de pessoas com potencial de transmissão do vírus.
Brasil — O Brasil registrou ontem 4.043 novos casos e 92 mortes pela Covid-19. Com isso, o total acumulado na pandemia é de 22.080.906 de casos e 614.278 mortes. Os dados são do Ministério da Saúde.

 

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